Vacinação para gestantes

Vacinação para gestantes

O que são vacinas?

Vacinação para Gestantes
As vacinas são substâncias que conferem imunidade a um animal – a partir da sua introdução no organismo -, através da formação de anticorpos contra um determinado agente patogénico. Geralmente, as vacinas são produzidas através de proteínas ou toxinas do próprio agente patogénico, modificadas ou enfraquecidas.

Na atualidade, existem vários tipos de vacinas que conferem imunidade a diversas doenças, servem ainda para tratamentos de alergias, dentre outras utilidades. Os serem humanos, de uma maneira geral, podem receber a maioria das vacinas, com exceção de alguns casos, a exemplo de problemas específicos de saúde, reação alérgica a um determinado tipo ou componentes das vacinas, ou estados momentâneos, como gestação e tratamentos temporários de saúde.

O calendário vacinal

No Brasil, o Ministério da Saúde utiliza o Programa Nacional de Imunização (PNI) para organizar a vacinação no Território Nacional. No país também existe a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM), que aconselha os calendários, tanto para o serviço público quanto particular, contribui com pesquisas para o PNI, e para outras questões de imunização no país.

As vacinas têm suas particularidades, como modo de aplicação, período a serem administradas, e objetivos diferentes. Por conta disso, existe um consenso para sete calendários vacinais, indicativos para as seguintes faixas da população: prematuros, crianças, adolescentes, homens, mulheres, idosos e ocupacional.

No caso específico da mulher, a observância do calendário vacinal é muito importante e deve ser iniciado, corretamente, desde a infância, pois a imunização nessa fase e ainda na juventude vai conferir imunidade a certas doenças que terão impacto significativo na vida adulta, no planejamento da maternidade e na gestação.

No período gestacional, a atualização do calendário vacinal é essencial e faz parte do pré-natal, pois confere imunidade à mulher e ao feto, já que a mãe passa os anticorpos das vacinas recebidas ao feto, tanto por via placentária como pelo leite materno, durante a amamentação. Os anticorpos das vacinas ajudam numa gestação saudável além de prevenir problemas no desenvolvimento do bebê.

O esquema vacinal básico para as gestantes sempre dependerá de imunizações prévias, feitas ao longo da sua vida. Por isso, é fundamental a gestante ir às consultas de pré-natal com todos os cartões de vacinação, para a avaliação médica. A partir daí, estando apta, buscar um serviço público ou privado de vacinação, atualizar seu cartão e tomar as vacinas indicadas, obedecendo a cuidados necessários.

Para gestantes, de preferência para a maioria das vacinas permitidas, a vacinação só é indicada a partir da 23ª semana ou no segundo trimestre gestacional. Porém, alguns casos devem ser avaliados, a exemplo de viagens feitas pela gestante a áreas endêmicas, em convivência com trabalhos ou pessoas de grupo de risco, doenças prévias, alergias ou reações imunológicas, dentre outras situações específicas.

Relação de vacinas recomendadas para gestantes e sua importância

  • Hepatite B: Tem o benefício de evitar a transmissão vertical (mãe-filho) do vírus, além de conferir anticorpos para o bebê, durante a gestação. São três doses no esquema: 0 -1- 6 meses.

  • Hepatite A: Preferencialmente, essa vacina deve ser administrada antes ou após a gestação. Diante do risco de exposição da gestante ao vírus, deve ser avaliada a necessidade e indicação durante a gestação. É uma vacina de duas doses: 0- 6 meses.

  • Tríplice Bacteriana (Dtpa – difteria, tétano, coqueluche acelular): Considerada a mais importante para a gestante, a vacina antitetânica é preconizada pelo Ministério da Saúde juntamente com a vacina dupla tipo adulto (dt). Ela previne o tétano neonatal, uma doença que acarreta má formação do feto e sérios problemas durante a gestação. Esta vacina requer reforço a cada 10 anos.

    • É uma vacina aplicada em três doses, devendo ser administrada de acordo com o histórico da gestante. O intervalo entre as doses deve ser de um mês, no mínimo, e a partir do quarto mês de gestação;
    • Se a gestante estiver com o esquema completo (três doses), realizado há menos de cinco anos; apenas tomar um reforço da Dtpa, no pós-parto;
    • Em caso da gestante já ter tomado as três doses, há mais de cinco anos, deve tomar pelo menos uma dose reforço de Dtpa ou dt, durante a gestação;
    • Se o esquema vacinal (três doses) estiver incompleto, a gestante deve completar o esquema;
    • Caso nunca tenha tomado esta vacina, ou seja desconhecida as doses tomadas, a gestante deve tomar pelo menos duas doses durante a gestação e uma no puerpério, caso não consiga completar o esquema vacinal antes do parto.
  • Influenza: Essa vacina protegerá a mulher do vírus da influenza sazonal ou pandêmica, de grande importância devido ao risco de complicações de uma gripe e infecções respiratórias durante a gestação. É uma vacina de dose única, anual.

  • Meningocócica Conjugada: Essa é uma vacina que não existe evidência de risco para a mãe e o feto, porém durante a gestação, ela só é indicada em situação de risco de exposição da gestante ao vírus.É uma vacina de dose única.

  • Hepatite A: Preferencialmente, essa vacina deve ser administrada antes ou após a gestação. Diante do risco de exposição da gestante ao vírus, deve ser avaliada a necessidade e indicação durante a gestação. É uma vacina de duas doses: 0- 6 meses.

O puerpério

Em geral, não existe contra indicação para vacinação da mulher durante a lactação. A exceção fica com a vacina da Febre Amarela, que só pode ser administrada após os seis meses de amamentação, e a mãe deverá ficar até 15 dias sem amamentar, após tomar a vacina.

É importante alertar as gestantes que existem vacinas que são contra indicadas na gestação, a exemplo das vacinas Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), para Febre Amarela, e BCG.


  • Rodape

    Copyright © 2013 Gestass Assessoria. Todos os direitos reservados.
    Tel:(73) 99143-8307