Sinais de Parto

Sinais de Parto

Sinais do Parto
Após nove meses de gestação, chega o momento do parto. É fato que os bebês mandam sinais anunciando sua chegada. Porém, os instantes que antecedem a sua chegada geram expectativa e medo, principalmente na primeira gestação, quando a inexperiência potencializa estes sentimentos, podendo interferir na interpretação desses sinais. É importante saber que o trabalho de parto normal tem suas fases distintas, e cada mulher tem o seu tempo.

O trabalho do parto normal é dividido em três etapas: dilatação, expulsão e secundamento. Como dito anteriormente, as características dessas fases variam em cada mulher, ou seja, é difícil delimitar com precisão quando uma fase termina e a outra começa. Aqui, nos deteremos na primeira fase, ou seja, a de dilatação, que compreende os sinais de parto que a gestante deve saber identificar.

  • Período Pré-Parto

    Essa fase inicia-se entre a 30ª e a 36ª semana de gestação e é caracterizado pela compactação do útero e pela acomodação do bebê no canal de parto (local por onde o bebê passará, caso o parto seja normal). Para ocorrer essa compactação, o útero começa a se contrair, irregularmente, isto é, suas contrações não duram o mesmo intervalo de tempo nem ocorrem com frequência específica. Por exemplo, podem ocorrer duas contrações em uma, duas ou mais horas, e cada contração pode durar 10, 20 até 30 segundos, ou seja, sem uma regularidade.

    A gestante começa a perceber essas contrações uterinas, manifestadas na forma de cólicas, irregulares, que muitas vezes são confundidas com as contrações reais do trabalho de parto, gerando dúvidas e procurando auxílio médico fora da hora correta. Essas contrações falsas de trabalho de parto são chamadas de “contrações de Braxton-Hicks”.

    Com a aproximação da data provável de parto, há o aumento das secreções do colo uterino, que são percebidas como um muco (também chamado de tampão mucoso), muitas vezes acompanhado de rajas de sangue. A percepção desse muco pode preceder o parto em várias horas, e na maioria das vezes, em dias, assim não representa um parâmetro confiável do início do trabalho de parto. Juntamente com a saída dessas secreções ocorre o preparo fisiológico do colo do útero, que se torna amolecido e diminui de espessura – isso só é percebido pelo obstetra durante as consultas que antecedem o parto, e não pela gestante. Com a finalização desse preparo, a gestante entra no período latente de trabalho de parto.

  • Fase latente do parto

    Nessa fase, as contrações uterinas tornam-se progressivamente mais intensas e regulares e o colo do útero começa a se dilatar lentamente – novamente, essa alteração do colo uterino só é percebida pelo obstetra -. Em média para as gestantes de primeira viagem essa fase dura aproximadamente 20h, e em gestantes que já tiveram outros filhos duram 14h.

    Se a gestação ocorreu normal, sem riscos e não há nenhuma indicação médica para internamento na maternidade nessa fase, geralmente os médicos obstetras indicam que a gestante permaneça em casa para que ela tenha um conforto maior e vá se preparando para o trabalho de parto ativo que virá. Nesse momento entra o apoio dos profissionais especializados, as Doulas, e familiares próximos, em casa ou na unidade hospitalar. O apoio psicológico, massagens de conforto, terapias corporais, são ajudarão a mulher na próxima etapa. Alguns hospitais não internam gestantes no período latente do parto.

  • Fase ativa do parto

    Esse momento é um dos mais importantes, pois engloba os sinais de parto que a gestante deve saber identificar para se dirigir no momento certo ao hospital. Ocorre um aumento da frequência e da duração das contrações uterinas: cerca de três contrações em 10 minutos, e cada contração dura em torno de 50 segundos.

    A medida que as contrações aumentam o colo uterino se dilata cada vez mais, nesse momento atinge entre três e cinco centímetros de dilatação. Na maioria das vezes acontece a rotura espontânea da bolsa das águas – a qual é formada pelas membranas que envolvem o bebê – sendo percebida pela gestante como a expulsão de um líquido claro pelo canal vaginal. Essa rotura pode ocorrer antes dessa fase também (fenômeno conhecido como rotura prematura das membranas), caso isso ocorra, a gestante deve se dirigir à maternidade mesmo que as contrações não tenham se iniciado.

    Essa fase pode levar algumas horas, e só acaba quando o colo do útero atinge dilatação total de 10 centímetros e o bebê nasce.

    Não existe um “momento ideal” para que a gestante em trabalho de parto seja internada. As gestantes que tem dificuldade de acesso ao local do parto e aquelas que não possuem uma gestação de alto risco, mas têm um potencial de apresentar complicações no trabalho de parto normal como; parturientes com idade gestacional superior a 41 semanas, já realizaram cesárea anterior, tem o quadro de rotura prematura das membranas, e/ou patologias – como pressão alta – tem indicação de internamento imediato ao aparecimento de sintomas.

    O trabalho de parto é um momento único e emocionante na vida de cada mulher. É importante ter paciência, e saber respeitar o tempo de cada fase.

É importante saber: Segundo a Lei nº 11.118, portaria GM/MS nº 2.418, de 2005 toda mulher em trabalho de parto, seja em qual fase for, tem direito a presença de um acompanhante ao seu lado. Faça valer o seu direito!

Camila Rodrigues Durando e Pedro Emanuel Gama Silva, estudantes de medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e integrantes da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia da Bahia – LAGOB.

Referências:

  • Brasil. Ministério da Saúde. Manual Parto, Aborto e puerpério, assistência humanizada a mulher. 2003.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Manual técnico: Pré-natal e puerpério, atenção qualificada e humanizada. 2005.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Manual técnico: Assistência Pré-natal. 2000.

  • Rodape

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