Sensibilidade e ligações afetivas durante a gestação

Sensibilidade e ligações afetivas durante a gestação

Sensibilidade e ligações afetivas durante a gestação
A relação de um casal e seus familiares sempre muda quando se está à espera de um bebê. Geralmente, todos ficam mais sensíveis e suscetíveis a manifestações que vão desde de uma maior afetividade ao seu extremo oposto, a agressividade. Preocupação com o bem estar, ciúmes, enxoval, criança perfeita, tudo se transforma em sentimentos, às vezes conflitantes, mas que podem ser desconfortáveis para a mamãe, o papai, outros filhos e demais familiares, e tudo isso pela chegada de uma figurinha que será a novidade do pedaço.

Essas novas sensações (sentimentos) e a relação entre o casal, filhos e familiares devem ser bem trabalhadas e conversadas, para que, respeitando o espaço e as particularidades de cada envolvido, tenham por princípio o bem estar do novo membro da família que, sem consciência do que está acontecendo, necessitará do apoio e conforto que todos vão lhe oferecer.

Nesse momento, os questionamentos paternos, que são diferentes dos maternos, devem ser discutidos até um consenso. As mães devem compreender que o sentimento materno, algo nato e visceral para a maioria das mulheres, surge, muitas vezes, desde que o “Beta-HCG” dá positivo. Em outros casos, só acontece quando a barriga começa a crescer, ou em outro momento especial, o que é natural por acontecer no seu corpo. As suas reações nunca serão iguais a do pai ou outra pessoa, por isso, não deve ser exigido tal compreensão.

O tempo de reação paterna no início da gestação, o grau de compreensão sobre sua participação na gravidez, e a percepção das novas necessidades da mulher é comprovadamente diferente da do tempo materno. É extremamente normal pais relatarem que esses sentimentos só surgem ao segurar o seu bebê, na maternidade.

A mudança de comportamento dos parceiros, a partir da gravidez, levam muitos deles a estados confusos, algumas vezes sem compreender o que está acontecendo com o outro, gerando momentos de tensão para o casal. Hoje, felizmente, essa realidade vem mudando. Os homens, com uma nova compreensão sobre a importância da sua participação, apoio e envolvimento com a mãe e o bebê, vem criando um ambiente de maior conforto e segurança para as suas parceiras e filhos.

O bebê

Os sentidos do bebê se desenvolvem em períodos diferentes, e somente depois de alguns meses se tornam totalmente ativos, maduros e bem definidos. Algumas pesquisas e estudos afirmam que o bebê já sente e participa com a mãe, desde os primeiros meses da gravidez, mas, somente a partir da 12ª semana de gestação ele dará os primeiros chutes e sentirá o toque de uma mão no ventre da mãe. Já no quinto mês, ouvirá sons externos, diferentes dos internos do corpo materno, e reagirá.

Os movimentos fetais, para as “mães de primeira viagem”, são percebidos a partir da 18ª semana, e nas demais, a partir da 15ª semana. É sempre uma surpresa e uma emoção para os pais quando isso acontece. Esses movimentos, para os médicos, também servem de medição do bem estar fetal.

Relação mãe-bebê

A relação entre a mãe e seu bebê, deve ocorrer de forma natural, respeitando a cultura e o desejo dela, sem pressão e sem obrigação de repetir as experiências de amigas, mães, tias e outras pessoas. Não existe uma regra única nesse caso. A demonstração de afeto amplia os vínculos entre mãe e filho, principalmente se adicionados a incentivos sonoros. Existem estudos que comprovam reflexos positivos entre a mãe e o bebê, nas relações de calma e euforia. O bebê sente as tensões e momentos de tranquilidade vividos pela mãe.

Aos pais, é fundamenta saber que o relacionamento vivido a três deve ser baseado em conforto, paz, serenidade, paciência, respeito e amor, que são os sentimentos mais importantes para a família, nesse momento. Por isso, deixar as coisas fluírem com naturalidade, é essencial.

Com o conhecimento devido sobre as diversas etapas da gestação, a família passará por cada fase com menos ansiedade e mais tranquilidade.


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