Infecção do Trato Urinário (ITU) e Importância do Consumo de Água na Gestação

Infecção do Trato Urinário (ITU) e Importância do Consumo de Água na Gestação

Infecção do Trato Urinário (ITU) e Importância do Consumo de Água na Gestação
A infecção urinária é caracterizada pela invasão e multiplicação de micro-organismos, particularmente bactérias fecais, nas vias urinárias, podendo acometer também os rins. Este é um problema muito frequente na gestação e associa-se a complicações tanto para mãe quanto para o filho, portanto, merece toda a atenção e investigação durante a assistência pré-natal, evitando desfechos negativos.

A gestação é responsável por diversas mudanças no organismo materno e muitas delas predispõem à infecção urinária sintomática. Dentre as principais alterações anatômicas e fisiológicas, observa-se a dilatação das pelves renais e ureteres (estruturas que transportam a urina dos rins à bexiga urinária), além do aumento do débito urinário, em consequência da maior retenção de líquido na gravidez.

Como resultado, ocorre estase urinária, o que significa que a urina fica por mais tempo “represada”, facilitando o desenvolvimento de bactérias. Somado a isso, a urina reduz sua capacidade antibacteriana, aumenta a quantidade de glicose e aminoácido e o pH torna-se mais alcalino, e mais uma vez aumentam as chances das bactérias invadirem e se proliferarem.

Assim, a gestante está mais propensa a apresentar infecção urinária sintomática, sendo os seguintes sintomas mais comumente manifestados: dor ao urinar, aumento na frequência urinária, dor em baixo ventre, arrepios de frio ou calafrios, com ou sem dor lombar.

A infecção urinária de localização “baixa” é chamada de cistite (ocorre na bexiga) e uretrite (ocorre na uretra) e caso haja febre, esta é geralmente baixa (menor do que 38º C). Na infecção “alta” existe o acometimento dos rins, com febre alta (maior que 38º C) e as dores lombares mais frequentes.

O método mais importante para o diagnóstico da infecção urinária na gestante é a cultura de urina quantitativa (coleta de urina), único método capaz de diagnosticar também a bacteriúria assintomática, tipo de infecção urinária que não apresenta sintomas clínicos, mas que para a gestante pode evoluir para complicações materno-fetais.

O tratamento das infecções urinárias é feito com antibióticos, variando em função do tipo de infecção e gravidade. Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a infecção urinária na gestante pode resultar em diversas complicações materno-fetais, e dentre elas podemos citar: anemia, pré-eclâmpsia, insuficiência respiratória e corioamnionite (inflamação das membranas fetais, córion e âmnio). As principais complicações perinatais associadas a ITU são: trabalho de parto prematuro; amniorrexe prematura (perda de líquido amniótico antes do início do trabalho de parto); recém-nascidos com baixo peso; restrição de crescimento intraútero; paralisia cerebral ou retardo mental na infância, além do óbito perinatal.

  • Importância da água na prevenção de ITU

    O acompanhamento Pré-natal bem feito constitui um excelente meio de prevenção, não só para as infecções urinárias, mas, também, para outras afecções. É através do Pré-natal que a gestante recebe orientações adequadas de promoção de saúde, além do acompanhamento regular e realização de exames que permitem a identificação rápida de possíveis alterações. Bons hábitos de higiene, tratamento de infecções genitais e aumento da ingestão de água são algumas medidas de prevenção.

    Um adequado consumo de água contribui para manter o corpo hidratado, com um bom funcionamento do organismo, diminuindo as chances de formação de cálculos renais e de infecção urinária, além de outros benefícios, tais como: melhora do ritmo intestinal, evitando-se prisão de ventre e hemorroidas; prevenção da desidratação, evitando-se sintomas como boca seca, tontura, dor de cabeça e náuseas; auxílio no transporte de nutrientes para o feto e produção do leite materno.

Rebeca Requião e Stephanie Puig, estudantes de medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e integrantes da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia da Bahia – LAGOB.


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