Da concepção ao Parto

A concepção ocorre quando os órgãos reprodutores do homem e da mulher estão preparados (a partir da puberdade, para ambos) para produzirem suas células reprodutoras (óvulo pela mulher e espermatozoide pelo homem), que ao se encontrarem no ato da relação sexual, iniciarão a formação de uma nova vida.

Para que esse processo chamado fecundação ocorra corretamente, uma das premissas é que a mulher esteja no seu período fértil (o óvulo amadurecido é liberado pelo ovário para as trompas, em geral no meio do ciclo menstrual, no 14º dia após a menstruação). Tudo isso acontece no interior do aparelho reprodutor feminino.

É essencial, tanto para o homem quanto para a mulher, estarem com os órgãos genitais e reprodutores saudáveis, para que a fecundação ocorra em boas condições. A tabela abaixo mostra todo o ciclo da gestação e suas modificações no corpo da mulher.

Clique no período que você deseja e conheça todas as mudanças que ocorrem no corpo da gestante.

1º Trimestre (Da 1ª a 13ª Semana)2º Trimestre (Da 14ª a 27ª Semana)3º Trimestre (Da 28ª a 40ª Semana)

O ovário (órgão que produz o óvulo) libera o óvulo para as trompas onde é fecundado. Após os espermatozoides penetrarem na vagina eles irão ao encontro do óvulo, nas trompas, onde ocorre à fusão dessas células que se nomeará, primeiramente, de ovo, que caminhará até a parede do útero, onde se estabelecerá e dará início as trocas indispensáveis para o crescimento do embrião. A qualidade dessa implantação é determinante para um bom desenvolvimento da gestação.

A partir daí, todas as mudanças que ocorrem no corpo da mulher são consequências das ações dos principais hormônios que agem durante a gestação: a progesterona, o estrógeno, o beta- HCG, ocitocina e prolactina. Estes hormônios vão oscilar em todo o período gestacional, e a cada necessidade de mudança do corpo eles aumentam ou diminuem, e assim sucessivamente, até a fase do aleitamento materno.

  • O útero começa a crescer desde o inicio, mesmo que nesse período fique imperceptível a mulher, pois ele ainda não saiu da cavidade pélvica para o abdômen.
  • Os seios começam a aumentar, e ficam mais sensíveis, a aréola começa a escurecer e os mamilos ficam salientes.
  • Aparece a fadiga, e o cansaço mais forte, pois o corpo da mulher nesse período trabalha mais para a gestação em repouso do que ativo, e consumindo mais energia.
  • O olfato torna-se mais apurado, para melhor e para pior, pois as náuseas começam com odores que se tornam indesejáveis para algumas mulheres.
  • Salivação excessiva, mas com mais frequência nas mulheres que tem crises de náuseas mais intensas.
  • O aumento do apetite por alimentos específicos são motivos de felicidade para muitas mulheres e estranheza a outras. Mais isso não isenta destes mesmos alimentos levarem a náuseas e vômitos pelas mulheres após consumi-los.
  • Os vômitos e náuseas são consequências para a maioria das mulheres, mas caso a mulher não os tenha, deve agradecer, pois eles intensamente prejudicam a qualidade de vida da mulher no início da gestação para manter a rotina diária da vida. Eles podem ocorrer em diversos momentos do dia sem um “start” exato, que nem a ciência explica totalmente esses mecanismos, mas sabe- se de algumas supostas ocorrências no corpo da mulher que os desencadeia.
  •  Micção frequente também ocorre devido ao aumento de liquido no corpo e pela pressão que o útero está exerce crescendo e prensando a bexiga.
  • Veias com aspectos azulados aparecem no corpo, significa que o sistema venoso está se expandindo para aumentar a quantidade de sangue que o corpo precisa, aumentando o débito cardíaco e os batimentos muitas vezes.
  • As maiorias dos sintomas do primeiro mês se repetem e irão acompanhar algumas mulheres até o final da gestação (ou irão embora e voltarão no final); náuseas, vômitos, fadiga, cansaço, fadiga. A maioria deles é amenizada com hábitos saudáveis de vida.
  • O corpo está sendo movido por oscilações hormonais e que são refletidos nos principais órgãos, em todos os sistemas do corpo ocorre mudanças e adaptações a um novo ser gerado.
  • As dores de cabeça podem acontecer mesmo sem histórico anterior a gestação. O importante é não se auto-medicar, peça uma orientação ao médico.
  • Quedas de pressão, mal estar com tontura podem acontecer.
  • O intestino pode se tornar mais preguiçoso e a mulher ficar constipada, cheia de gases, azia, má digestão, devido ao efeito dos hormônios da gestação relaxar a musculatura intestinal e o transito ficar mais difícil. Não tomar qualquer receita caseira de laxante e nem realizar a automedicação devido à ingestão erradas de substancias pode comprometer o desenvolvimento do embrião.
  • Veias com aspectos azulados aumentam.
  • A ansiedade com a gestação começa aparecer, as duvidas, a primeira consulta, e os exames surgem, tentar manter a calma e tomar atitudes positivas são as melhores opções. As crises de oscilação de humor são parecidas com a da TPM, choro fácil, irracionalidade, tensão.
  • No fim deste mês, o útero já pode ser sentido acima da genitália na região pélvica, mas ainda pequeno.
  • Fadiga, insônia, náuseas, vômitos. Continuação de todos os sintomas acima.
  • Aumento do apetite.
  • Surgimento de acnes.
  • Formação mais visível dos tubérculos de Montgomery, (glândulas sudoríparas nas aréolas para sua proteção).
  • Aumento das veias perceptíveis, pelo corpo.
  • O quadril começa a crescer e a perda das roupas acontece.
  • Apetite sexual aumenta, podem ocorrer orgasmos melhores do que antes gestação, ou libido continuar caindo, caso a mulher esteja com o mal estar exacerbado.
  • Vertigens podem acontecer durante o levantar da manhã junto com náuseas, não se deve levantar de vez da cama e se houver náuseas a dica é beber um copo de liquido antes de levantar e só depois ir tomar café e começar a rotina diária.
  • Pode aumentar a secreção vaginal normal da mulher
  • Geralmente no final desse mês, essas mudanças incômodas irão diminuir e quem sofre muito com elas ficará mais aliviada e poderá começar a curtir a gravidez de outro ponto de vista.
  • Inicia-se o segundo trimestre.
  • O ganho de peso começa a ser percebido pela mulher, seu abdômen fica mais redondo e visível que esta grávida.
  • Todos os sintomas dos meses anteriores ainda podem estar presentes, porem reduzindo as náuseas e vômitos.
  • Aumento do apetite, chegando ao máximo os seus sentidos no geral.
  • O útero esta abaixo do umbigo no final do mês,  senti a necessidade de usar roupas mais folgadas.
  • Em algumas gestantes mais magrinhas ou aquelas que não são secundigestas poderá já sentir os primeiros movimento fetais.
  • Congestão nasal e sangramento podem ocorrer da mesma forma nas gengivas devido a fragilidade dos capilares.
  • Os seios continuam a aumentarem.
  • Inicia-se o aparecimento de varizes e hemorroidas em muitas mulheres que tem tendência.
  • Os pés começam a inchar, às vezes rosto e as mãos.
  • Congestão nasal e sangramento podem ocorrer da mesma forma nas gengivas devido a fragilidade dos capilares.
  • Dificuldade de concentração, e esquecimentos.
  • As quedas de pressão arterial continuam devido à dilatação dos vasos e a massa de sangue aumentado.
  • Podem surgir câimbras.
  • Os sintomas anteriores continuam.
  • Oscilações de humor diminuem, mas a ansiedade e as emoções continuam.
  • O útero já atinge o umbigo.
  • O umbigo fica protuberante.
  • Os orgasmos e o desejo sexual continuam acontecendo para algumas mulheres ou dificultados.
  • Começam as modificações na pigmentação da pele, no abdômen (aparece a ‘linha nigra”, linha escura na vertical passando pelo umbigo, na verdade essa linha já existe na mulheres, chama “ linha Alba”, durante a gestação muda de cor ), e na face, são os hormônios fazendo suas funções. As palmas das mãos ficam mais avermelhadas também e as vezes ocorre nos pés, podem acontecer também nas pernas e no  corpo manchas arroxeadas.
  • Começam as dores nas costas na região lombar.
  • Taquicardia acontece pela aceleração dos batimentos cardíacos e fluxo sanguíneo aumentado.
  • Devido ao aumento do metabolismo do corpo pela gestação, as mudanças de temperaturas frias ou as mais quentes, ficam mais intensas para a mulher.
  •  A mudança na posição de dormir é sugerida devido ao tamanho da barriga, não é aconselhável dormir de barriga para baixo e nem para cima, devido ao retorno sanguíneo do corpo ficar prejudicado. Essas posições podem comprimir as principais veias que irrigam o abdômen e a parte inferior do corpo, levando a hipotensão, dores lombares e nas pernas. A posição mais correta é deitar do lado esquerdo do corpo sempre,para que o fluxo desse sangue seja melhor enviado para o coração.
  • Manter o ganho de peso dentro dos limites recomendados, evita a sobrecarga e as dores no corpo.
  • É aconselhável usar saltos de cinco centímetros de larguras e com salto pequeno, evitar sapatos rasteiros totais ou de salto alto fino, devido a mudança de estabilidade, essas opções melhoram o alinhamento do corpo.
  • Ocorre um aumento do crescimento de unhas e cabelos em todo corpo devido ao metabolismo aumentado.
  • Esgotamento físico, piora do esquecimento, e da falta de concentração.
  •  Sensação de pernas pesadas, dores nelas, evite tudo que aperte ou que produzam calor nelas, e mantenha as elevadas principalmente na hora de dormir.
  • Micção mais frequente diante da compressão da bexiga pelo útero.
  • Ocorrem ondas de calor, e coceiras pelo corpo devido ao estiramento da pele.
  • O útero estará mais ou menos 4cm acima do umbigo, chegando a seis cm acima no final do mês.
  •  Os principais sintomas continuam.
  • Formigamentos nos dedos das mãos e entorpecimentos aparecem, devido à retenção de liquido pressionando os nervos, as câimbras aumentam.
  • Coceira no abdômen é devido ao estiramento e ressecamento da pele.
  • Podem ocorrer saliências sensíveis ao toque nas mamas, são elas se preparando para produção de leite.
  • Pode ocorrer sangramento retal.
  • O útero fica 11 cm acima do umbigo, bem dilatado.
  • Começam a fase do desequilibro, aumentando o risco de queda, por isso o cuidado tem que ser intenso.
  • O colostro pode sair espontaneamente ou a expressão mamilar.
  • Sonhos com o bebe ficam mais constantes, podendo haver pesadelos também, a situação emocional de cada mulher exerce um papel fundamental para que esses sintomas se intensifiquem ou diminuam.
  • Melhora do humor, e sensação de bem estar, mas também os aborrecimentos com o enfado da gestação aparecem.
  • Começa as dificuldades em dormir, principalmente porque os movimentos do bebês são mais intensos durante o sono da mulher.
  • Falta de ar.
  • Começam as contrações de Braxton Hicks ( o útero se contrai e depois relaxa, se preparando para as contrações do parto).
  • Edemas ficam mais constantes pelo corpo, os tornozelos aumentam muito e os sapatos são perdidos na maioria deles.
  • O calor e a quentura no corpo são frequentes.
  • Dor no ciático, lombar e nas pernas.
  • Erupções na pele são comuns.
  • Aparecem estrias no corpo, principalmente onde ouve aumento de tamanho, abdômen, cintura, glúteos.
  • A bacia começa a se abrir para a passagem futura do bebe e o útero começa a comprimir os outros órgãos.
  • Algumas partes do corpo ficam mais escurecidas, como a pele da região axilar, a região genital, ao redor dos olhos , o pescoço.
  • Todos os sintomas podem continuar ou reaparecerem como as náuseas e salivação excessiva.
  • Aumento das contrações de Braxton Hicks, mas podem não acontecer em algumas mulheres.
  • Aumento e sensibilidade total dos seios.
  • Aumento de peso acentuado.
  • Micção mais frequente, e maior risco de infecção urinaria e da região genital.
  • Entusiasmo e angústia pelo parto juntam-se a ansiedade.
  • Sono fragmentado, difícil e podem haver roncos à noite.
  • Dificuldade em se vestir ou calçar os sapatos sozinha pelo tamanho da barriga, assim como dirigir deve ser evitado, pois não é mais seguro.
  • Caminhar com dificuldade, e não conseguir fazer nenhum tipo de corrida e nem fazer nenhuma atividade agitada é normal. Maior dificuldade para andar e se manter em pé por muito tempo.
  • Dificuldade em levantar da cama de vez, primeiramente se posicionar de lado e levantar o mais devagar possível, depois sentar e por ultimo ficar de pé no chão.
  • Podem ocorrer início de contrações próprias do parto em formato de cólicas, quando realiza algumas atividade que exigem um esforço mais intenso..
  • Sentir a largura no quadril, uma sensação de alargamento, devido à abertura da bacia e a preparação dela para o parto.
  • O ganho de peso diminui.
  • A barriga se encontra no seu tamanho máximo daquela gestação, mais ou menos abaixo do seios.
  • Perda de equilíbrio intensamente.
  • Azia, arrotos, gazes, plenitude abdominal são comuns depois das refeições.
  • Maior excitação, ansiedade, impaciência e inquietude.
  • Cansaço, fadiga e os outros sintomas permanecem.
  • Dores pelo corpo todo são comuns.
  • A localização do feto pode incomodar um pouco se ele não estiver encaixado na bacia ou em posição não muito comum, como a transversa ( ou ele deitado na horizontal).
  • Apetite e sonos perturbados.
  • Fisgadas e sensibilidade maior nos seios.
  • Agora, tudo está pronto, é só esperar ele nascer para quem vai optar pelo parto normal ou marcar a data do parto para o final desse mês, quando se completa as 40 semanas.
O parto é o momento mais delicado e esperado da gestação. É a hora de se conhecer o bebê. Mas, a decisão de como irá ocorrer o parto deve ser tomada junto com o seu médico. Ele é quem dirá se as condições de saúde gestacional da mulher são viáveis para um dos dois tipos de parto a ser feito. A decisão final, na maioria das vezes, exige uma discussão em família, preparo psicológico e físico da mulher, entre outras questões

Tipos de parto:

Existem dois tipos de parto: normal e cesariana.

Na atualidade, em se falando de parto normal, existem algumas versões como: parto na água (realizado em uma banheira própria da maternidade, com todos os cuidados específicos); parto normal, que acontece na própria sala de parto de uma maternidade (versão tradicional); parto natural (por não usar nenhum tipo de intervenção, tais como episiotomia (corte com pontos no períneo), anestesias, indução, medicamentos), e parto em casa, hoje, muito discutido pela medicina.

Já o parto cesária é único, e feito da maneira tradicional (cirúrgica). Entretanto, existem variações em alguns casos, quando um parto normal se transforma em uma cesária, e vice versa. Tudo vai depender do andamento da gestação e muitas vezes do próprio trabalho de parto.

Parto normal

Abaixo, segue a descrição, em sequência, de como ocorre um parto normal tradicional. Apesar das variações já descritas, a maior parte da sequência, em todos os tipos de parto normal, é igual; apenas o local e quem irá realizar o parto se diferencia:

  1. Desprendimento do tampão mucoso: O tampão serve para obstruir a cérvice do útero e protege-lo durante toda a gravidez. Quando ele sai, o colo começa a se dilatar, iniciando o trabalho de parto. A mulher sentirá sair da região genital um corrimento mais grosso do que o normal. Muitas vezes isso ocorre sem a mulher perceber, alguns dias antes do parto, porém, este fato define o início de todo o processo.
  2. Ruptura da bolsa d’água: É o rompimento das membranas que protege o bebê durante a gestação, ocorrendo a liberação do líquido amniótico,que se encontra dentro delas protegendo o bebê. Esse processo de ocorrer antes, durante, ou após começarem as contrações, e algumas vezes não são rompida naturalmente, precisando ser feito pelo médico mecanicamente com a gestante já internada, para que o parto ocorra.
  3. O internamento na maternidade: Quando a mulher chega à maternidade ela passará por um atendimento médico para avaliação do trabalho de parto. O médico irá iniciar o atendimento realizando um exame completo na paciente, verificar pulso, pressão arterial, realizar exames obstétricos no abdômen da mulher, o toque vaginal para ver a dilatação e as condições do colo uterino, contar as contrações se estiver acontecendo, e auscultar os batimentos do bebê em seguida, avaliará os exames trazidos do pré natal para calcular e confirmar a data do parto,e as condições dela.

    Após se confirmar que o parto está em andamento e na fase ativa, a mulher será encaminhada para o quarto ou para o centro obstétrico, será monitorizada para acompanhamento das funções vitais dela e do bebê e orientada a realizar um jejum leve para líquidos até depois do parto. Em seguida a equipe de enfermagem acompanhará junto com o médico a paciente até o parto acontecer.

  4. Contrações do parto, e dilatação uterina (1ª período do parto): As contrações são movimentos uterinos involuntários para a expulsão do feto. Essas contrações são dolorosas, como se fosse uma cólica mais forte e que em repouso não passa. A sensação da dor pode ser controlada, dependendo do estágio do parto (com medicamentos e anestesia).

    As contrações são iniciadas de forma espaçada, irregulares e curtas. Com o tempo do trabalho de parto, elas se tornam mais dolorosas, regulares, e longas. Elas podem começar com duração de 20 a 30 segundos, e quando está mais perto do parto geralmente duram até 90 segundos, com 5 contrações em 10 minutos. O resultado dessa intensidade, será dilatação e apagamento (afinamento) do colo. Quando o colo está com 10 cm e se encontra apagado, o bebê está saído.

  5. Expulsão fetal (2ª etapa): É a saída do bebê, à mulher já está posicionada na maca ou na cadeira (depende da maternidade e do tipo de parto que escolher), junto com as contrações ela irá fazer uma força  para ajudar na saída.

    Primeiro sai a cabeça (quando a criança esta na posição cefálica, 90% dos partos), em seguida os ombros, por fim, o resto do corpo. O bebê é colocado sob o abdômen da mãe para iniciar o primeiro contato materno. Enquanto isso, o cordão umbilical é clampeado e cortado (algumas maternidades os médicos deixam o acompanhante da mãe cortar o cordão junto com ele). Em seguida o bebê é limpo com panos próprios para retirar os excessos de fluidos do rosto ,mesmo encima da mãe.

    O médico pediatra ou enfermeiro, logo depois pega o bebê e dá alguns cuidados em um bercinho aquecido. Avalia a respiração (caso tenha engolido muito líquido e secreções no parto serão aspiradas), coloca o clamp de plástico no cordão umbilical que irá ficar até cair, limpa o bebê e enrolam em panos limpos e aquecidos, verifica os batimentos cardíacos, o índice de apgar (avaliar as condições do seu nascimento ) e devolve aos braços da mãe para ao fim do parto, poder amamentar pela primeira vez ( depende de cada protocolo de instituição, mas é indicado que a criança que nasce em ótimas condições deve ser amamentada no seio no primeiro instante do término do parto ou até uma hora).
    Quando necessário, é realizado um corte no períneo da mãe sob anestesia local, para favorecer a saída e/ou a liberação do feto na genitália (episiotomia). Esta é prática corriqueira hoje, e estudos divergem sobre sua necessidade, já que é possível realizar, em alguns casos, manobras para melhorar a saída do bebê, sem necessitar da episiotomia. Após a saída da placenta são dados pontos no corte da episiotomia, estes, absorvidos pelo organismo com o passar do tempo; assim como serão dados outros pontos no canal do parto, se houver alguma laceração (corte), se a saída do bebê for traumática.

  6. Dequitação ou saída da placenta (3º etapa): Em seguida ocorre a saída da placenta (dividida em 3 fases; desprendimento do útero, descida pelo canal vaginal e expulsão), é preciso que o médico sempre avalie se ela saiu inteira, se está completa e bem formada (caso não esteja, pode haver problemas e riscos de infecção para a mãe no pós parto se não retirada total do útero). A recomendação é que ela saia espontaneamente com uma leve ajuda do médico (fazendo uma rotação com as mãos, manobra de Jacobs) assim como foi no parto do bebê, as contrações mais leves continuam até sua expulsão.

    Após a saída da placenta, é administrado um medicamento chamado ocitocina, para ajudar o útero a se contrair e diminuir o sangramento.
    Nesse momento as mães não percebem mais nada e nem sentem mais dores, devido a extrema felicidade, excitação e alegria com o bebê em seus braços.

  7. Período de Greenberg (4ª etapa): ou a primeira hora após a saída da placenta, ou do parto – como é mais conhecida – é o período de avaliação e acompanhamento da mulher. Um exame clínico nela deve ser feito antes de ser liberada para o quarto ou enfermaria. Avalia-se os sinais vitais, é realizado um exame físico geral com ênfase as mamas, palpação abdominal para verificar o tônus e volume do útero, se iniciou a cicatrização e retorno dele, (este, tem que estar firme e arredondado na altura do umbigo na normalidade),se há o sangramento vaginal natural, e se os membros inferiores estão normais ( evitando risco de alterações tromboembólicas, varizes e edemas).

    Caso a mulher esteja dentro dos parâmetros da normalidade médicos, ela é liberada do centro obstétrico junto com seu bebê (dependendo da situação de saúde dele e dos protocolos da maternidade).

Parto Cesárea

A cesariana é um tipo de parto qualificado como cirurgia. Apenas o médico obstetra pode realizar esse procedimento, diferente do parto normal, o qual, tanto enfermeiras obstetras como parteiras têm qualificação para realizá-lo.
Na maioria das situações de risco para a mãe e/ou para o bebê, a indicação da cesariana é a melhor opção, só que grande parte das gestantes e dos médicos estão tornando essa prática uma rotina nas maternidades, mesmo quando não  há necessidade.
A cesariana é uma cirurgia, e como tal, tem riscos, e muitas vezes dificuldades na recuperação da paciente. Os cuidados são maiores e mais detalhados, muito diferente da naturalidade com que ocorre o parto normal. A cesariana acontece em um centro cirúrgico e sob a anestesia, sendo elas: a peridural, a raquianestesia, e a anestesia geral, sendo a peridural, a mais usada.
Na cesariana, os cuidados no pré-parto, seja ele um parto programado ou não, são basicamente os mesmos do parto normal: avaliação de exames e monitoramento do feto e da gestante. Apenas os cuidados com a higiene da mulher é que são maiores. O banho, a depilação dos pelos pubianos e abdominais é exigida para evitar riscos de infecções. Nesse procedimento, a paciente também é colocada sob a infusão de líquidos através de punção venosa, e deve estar em jejum total de 12 horas.

Abaixo, a sequência do parto:

  1. A paciente é levada para a sala de parto cesariana do centro obstétrico e colocada na maca.
  2. Ela continua monitorizada.
  3. Aplica-se a anestesia, que é nas costas, e em seguida é realizada a limpeza da barriga com produtos antissépticos.
  4. A paciente é posicionada na maca e inicia-se a cirurgia.  Abre as camadas da pele e musculaturas até chegar no útero. Ao chega nele, abre e retira o bebê. Em seguida clampea e corta o cordão umbilical e entrega o bebê para os cuidados direto no berço aquecido. Depois que ele está enrolado e verificado suas condições de respiração, é levado até a mãe ( mostra geralmente nas janelinhas que algumas maternidade tem para os familiares) e depois retorna para a avaliação do médico neonatologista e segue para o berçário para os primeiros cuidados quando termina o parto.
  5. Geralmente o acompanhante só pode entrar na hora da saída do bebê, mas depende de medico e do protocolo de cada instituição.
  6. Enquanto isso, o médico retira a placenta e inicia a sutura do abdômen. O corte é feito na região pélvica (tem em média 10 cm), acima da genitália da mulher e a sutura é feita com fios absorvíveis pela pele, ou com técnicas mais modernas, como a colagem. A ocitocina é administrada para ajudar nas contrações uterinas e diminuir o sangramento como no parto normal.
  7. Após terminar a cirurgia, todos os cuidados de higiene são dados à mulher, e é realizado um curativo simples com gaze e micropore no lugar da incisão. Ela vai ficar em observação na sala de recuperação por até uma hora. Depois, deve ser avaliada pelo médico e enfermeiro, e estando com todos os sinais vitais bons, sangramento genital normal, sem problemas na sutura, e com início do retorno dos movimentos (passando o efeito anestésico) a mulher é liberada para o quarto ou enfermaria.

Posições do parto normal

A mulher que tem uma gestação normal, sem riscos, e programou o parto em uma maternidade que preconiza o parto humanizado normal, pode ter seu bebê em qualquer posição desejada e confortável para ela: de cócoras, em pé, deitada na maca, ou sentada na cadeira (cavalinho).
O parto deve ser encarado como um fato natural, e a vontade da parturiente deve ser respeitada (recomendações do Ministério da Saúde).
Manobras de relaxamento, no início do trabalho de parto, ajudarão bastante, sendo eles: uso da bola para relaxar a musculatura perineal e a abertura da bacia; caminhar; movimentos respiratórios específicos; massagem pelo acompanhante e beber líquidos, são técnicas saudáveis. Tudo isso deve ser escolhido pela mulher, caso deseje e possa fazer.
Algumas gestantes de risco não podem fazer esforço nem optar por qualquer uma dessas manobras, por conta de expor a si e ao bebê a situação de perigo.

Hoje, a maioria das maternidades possuem uma maca ou cama ppp (parto e pós-parto), que se movimenta e fica em diversas posições, para que a gestante tenha liberdade no parto. O segredo é conversar com o médico que fará o parto, sobre as manobras e a maternidade que terá o bebê, e questionar sobre esses procedimentos bem como a importância deles, facilitando, assim, a programação da gestante sobre a sequência de ações que deseja, para lhe ajudar a passar por todas as etapas em condições mais agradáveis.

Cuidados com a mãe no pré-parto

Após passar pela consulta e a mulher estiver no período correto para realizar o parto, o internamento ocorre, a gestante é encaminhada para alguns cuidados que dependem da instituição, mas nem sempre eles são ligados às boas práticas do parto, recomendado pelo Ministério da Saúde, e variam em função da necessidade da gestante. Assim, o correto é atentar para a programação do parto:

  1. Controle de sinais vitais maternos: no momento da admissão entre 30 e  60 minutos é indispensável à verificação e anotação desses sinais para saber se tudo anda normal; temperatura, pressão arterial, pulso e um exame físico geral simples.
  2. Punção venosa e infusão de líquidos: É recomendado o uso de fluidos endovenosos somente naquelas que tiverem partos prolongados ou que necessitarem de uso de medicação endovenosa.
  3. Tricotomia (raspagem de pêlos pubiano): é opcional a paciente, apenas a tricotomia pubiana e abdominal tem  indicação severa para cesariana).
  4. Banho: não é uma obrigação, é uma precaução para evitar excesso de sujidades em algumas regiões e risco de infecção para o bebê e uma técnica de relaxamento para o trabalho de parto normal, se for morno.
  5. Vestes apropriadas (camisola da maternidade): o uso é sem roupa íntima, e sem nenhum adereço feminino.
  6. Encaminhamento para o centro obstétrico: quando está em trabalho de parto ativo.
  7. Dieta leve: O parto exige um gasto energético grande e a ingestão de alimentos ou líquidos deve acontecer para que ocorra a reposição energética não prejudicando ela e o bebê. A mulher pode ingerir água, chás, sucos, mas não pode haver exageros, nem ingestão de alimentos sólidos, pois pode haver alguma mudança durante o trabalho de parto e impedir uma cesariana pelo tempo de jejum, além de evitar náuseas e vômitos ou qualquer mal estar gástrico durante o trabalho de parto.

Métodos para alívio da dor

O que é a dor do trabalho de parto:

As principais dores do trabalho de parto são provocadas pelas contrações uterinas e expulsão do bebê. Muitas mulheres relatam que essas dores geralmente se irradiam para outros locais do corpo ou são adicionadas a outras dores, como nas costas, coluna, pernas, na região do quadril, sentindo a sua dilatação enquanto a criança sai. Existem mulheres que se queixam de dor anal, principalmente quando o trabalho de parto é muito longo. Esse limiar de dor varia sempre de mulher para mulher, e de parto para parto.
Essas perspectivas de dor são comentadas e passadas de uma gestante para outra, e essa é a maior causa de medo entre elas, levando ao receio de optar por um parto normal ou natural. Na atualidade, os novos estudos sobre o parto  e  gestação vêm modificando essa referência milenar, mostrando que existem técnicas e meios naturais para o alivio da dor, levando algumas mulheres até a optarem por passar esse processo natural, sem interferências farmacológicas ou  invasivas. Uma boa programação, preparação psicológica e física, e busca de conhecimento durante a gestação, são atitudes de boas práticas para enfrentar um parto normal e as dores naturais do processo.
Conheça um pouco dos dois tipos de métodos para o alívio da dor no parto e no trabalho de parto, e passe a refletir e se programar para tomar a decisão certa quanto ao tipo de parto que vai escolher. Claro que esses métodos também dependem da possibilidade física e da saúde gestacional de cada mulher, além de cada caso ter suas particularidades. O importante é se sentir segura e confortável e se preparar para o caso de ocorrer alguma mudança no percurso da gestação.

Métodos não farmacológicos contra a dor:

São diversas técnicas que não utilizam medicamentos para controlar a dor. O alívio da dor é menor, porém tem menos possibilidades de contra indicações e reflexos negativos no pós-parto.
As principais técnicas de preparação durante a gestação são: exercícios de relaxamento, alongamento, respiratórios, e atividades físicas. Durante o trabalho de parto podem ser utilizadas técnicas, como; uso de bolas de parto; cadeiras especiais; massagens relaxantes; banhos quentes; compressas quentes e frias; musicoterapia; cromoterapia; acompanhamento de pessoas; caminhar; deitar; dançar; massagens locais, dentre outras técnicas.

Métodos farmacológicos contra dor:

É o uso de fármacos ou anestesias para amenizar ou sanar a dor. Esses podem ser locais, ou sistêmicos (agem no corpo como um todo).

  1. Anestesia Epidural (Peridural): A mais usada hoje em dia. Ela insensibiliza apenas a parte inferior do corpo, a mulher fica acordada e consegue sentir as contrações, e empurrar o bebê no momento do parto sem sentir dor. Quando a dose é muito alta os movimentos das pernas podem ficar difíceis, ou de fazer a força correta de empurrar durante o nascimento podendo levar a intervenções. Por isso tem que ser discutido com o obstetra e o médico anestesista cada caso, ou já fazer uma programação durante a gestação.

    A técnica consiste em aplicar um anestésico em contato com as raízes nervosas que transmitem as dores para a parte inferior do corpo A paciente é sentada (ou deitada) na sala de parto, já preparada (assepsia do local), é inserida uma agulha entre duas vértebras lombares (3º e 5º) em um espaço chamado de peridural, da coluna vertebral, sem perfurar a dura-máter (membrana que envolve o cérebro e a coluna) e, portanto, sem atingir o líquor (líquido que banha o cérebro e medula espinhal). Logo em seguida insere um tubo fino de plástico (cateter) que irá injetar o anestésico, regularmente se necessário. Só é retirado após o final do parto.
    A epidural tem o efeito de duas horas e pode se administrada logo após o inicio da dilatação do colo uterino. A cesariana pode ser feita com a peridural também. Ela como todo procedimento invasivo possui suas contra indicações particulares, tem suas taxas de insucesso, e pode acarretar sintomas desagradáveis após o parto como dor de cabeça.

  2. Raquianestesia: É a mais utilizada para as cesarianas programadas. Ela bloqueia todo o movimento da parte de baixo do corpo. O médico anestesista injeta a anestesia no líquido cefalorraquidiano que envolve a medula espinhal e as raízes nervosas, atravessando a dura-máter com o auxilio de uma agulha introduzida na parte de baixo das costas (3º e 5º vértebras lombares) igual como na peridural. Diferente da peridural é aplicada de uma só vez, ela tem o efeito mais rápido (apenas para a cirurgia). Como efeito indesejável pode produzir náuseas, vômitos, queda de pressão, e dor de cabeça. Pode também ser utilizada para outros tipos de cirurgias.
  3. Anestesia geral: É a introdução por via endovenosa ou inalatória de anestésico. Indicada apenas em casos de urgência, ou pode ser usada também em parto normal com fórceps, devido a seu efeito rápido. Necessita a paciente ser intubada e ficar inconsciente. Ela provoca amnésia (sono), analgesia (ausência de dor) e bloqueio dos reflexos autônomos e sensoriais do corpo.
  4. Anestesia por inalação: Consiste em inalar um mistura de oxigênio, óxido nitroso, e anestésico em forma de gases para reduzir a dor (efeito anestésico). Ela é inalada durante as contrações e pode adequar à dose, a necessidade da dor de cada pessoa. A mulher se mantém acordada, mas há relatos de mulheres que se sentiram meio desconectadas e não gostarão muito, também é uma técnica pouco utilizada no Brasil. Converse com o médico obstetra caso se interesse pela opção.
  5. Anestesia dos nervos do períneo: Seve para anestesiar localmente na região perineal. Utilizada para episiotomia e na sutura da região genital, quando ocorrem lacerações durante a saída do bebê na região.
  6. Analgesia medicamentosa: Uso de analgésicos para reduzir as dores. Possuem efeitos passageiros, muito usados para controle no início do trabalho de parto. Mais utilizados em mulheres que não podem usar algum dos tipos de anestesias.

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