Exame de histerossalpingografia e sua importância na pesquisa da fertilidade feminina

A Histerossalpingografia é um exame de Raio X do sistema reprodutor interno da mulher que permite ao especialista avaliar o colo do útero e tubas uterina para diagnosticar eventuais aderências, obstruções ou malformações, como o útero bicorno, por exemplo. No entanto algumas pessoas acreditam que este exame é um tratamento para a infertilidade. Sabe por quê?

O exame é realizado por um profissional médico especialista em imagem ou ginecologista. A mulher é colocada em uma mesa de exame em posição ginecológica e através de uma seringa e um alargador do colo uterino injeta-se na cavidade uterina um líquido (iodo diferenciado) utilizado para dar o contraste necessário e obter os resultados do exame em formato de imagem. Apesar de alguns relatos de dor das pacientes por conta do líquido durante o exame, ele leva no máximo 20 minutos.

Este líquido algumas vezes acaba “limpando” certas obstruções leves nas trompas, razão pela qual existem casos de mulheres que conseguem engravidar naturalmente após a realização, porém este exame é realizado para obter um diagnóstico e não é um tratamento.

Quando realizar a histerossalpingografia?

Ao avaliar a fertilidade da mulher a saúde dos óvulos e o estado dos órgãos reprodutores são os dois pontos mais importantes. Existem casos onde o especialista em reprodução humana identifica que a mulher tem uma boa reserva ovariana, porém não consegue engravidar. Neste caso, além de estar investigando paralelamente fatores masculinos, cabe investigar se existe algo que está impedindo o encontro entre o óvulo e o espermatozoide localmente. Cerca de 25% dos casos de infertilidade feminina estão relacionados às trompas de falópio, por isso a histerossalpingografia é importante quando existe a suspeita de obstruções.

O que causa obstruções nas Trompas de Falópio?

Entre as causas das obstruções, existem aquelas ligadas a cirurgias realizadas anteriormente, causadas por doença inflamatória pélvica, ou também por endometriose.

Cirurgias anteriores: Cirurgias pélvicas anteriores podem ter como consequência aderências que impedem a passagem dos óvulos e espermatozoides nas trompas.

Doença inflamatória Pélvica (EIP): Entre outras causas, pode ser resultado do avanço de doenças sexualmente transmissíveis como a Clamídia e a Gonorreia, que quando não tratadas a tempo podem causar inflamações pélvicas.

Endometriose: A evolução da endometriose, doença caracterizada pela presença do tecido endometrial (da parte interna do útero) fora da cavidade uterina, em estágios mais avançados os tecidos podem causar obstruções nos órgãos reprodutores.

Sobre o IVI

Com sede em Valência, na Espanha, o Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) iniciou suas atividades em 1990. Possui mais de 40 clínicas em 10 países e é líder em medicina reprodutiva. O grupo conta com uma Fundação, um programa de Docência e Carreira Universitária.
Contato IVI Salvador: (71) 3014 9999


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